Comunicado ao público

O INSTITUTO DE PESCA TEM!

Coronavírus: ações em SP

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Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Notícias

  • Instituto de Pesca participa de revitalização do Córrego do Sapateiro na Vila Mariana

    Gabriel Florez mapa

    Uma das atribuições do Instituto de Pesca (IP), órgão vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é o comprometimento com a preservação dos ecossistemas aquáticos e seu uso de forma racional, visando à melhoria da qualidade de vida e a proteção e o desenvolvimento do meio ambiente. Para cumprir essa missão, os servidores do Instituto se dedicam às pesquisas científicas, mas, também, a relacionamentos e parcerias com os mesmos objetivos. 

    Transferidos do Parque Água Branca, em Perdizes, para o mesmo terreno onde se encontra o Instituto Biológico (IB), na Vila Mariana, a Sede e dois Centros de Pesquisa do IP têm iniciado o convívio com a vizinhança e buscado contribuir com as ações da região.

    O dia 03 de setembro, data em que o bairro da Vila Mariana comemorou 126 anos, foi especial também para o Instituto de Pesca, pois, representado pela pesquisadora científica Cíntia Badaró Pedroso, do Centro de Pesquisa de Aquicultura, participou da inauguração de revitalização de um beco, por onde minam nascentes do Córrego do Sapateiro, o qual desagua nos lagos do Parque Ibirapuera.

    Na oportunidade, junto ao subprefeito do bairro, Luís Felipe Miyabara, membros do Conselho Participativo Municipal da Vila Mariana, da Associação de Moradores e os próprios moradores do bairro, respeitando os protocolos de prevenção à COVID-19, a pesquisadora pôde reforçar a presença do IP na região e colocar a instituição à disposição para parcerias relacionadas à preservação do ambiente local.

    Honrada em participar do evento, Cintia ressaltou que “a existência de qualquer curso d’água depende da preservação das suas nascentes, e essas, de serem continuamente abastecidas pelas águas subterrâneas, escondidas dos nossos olhos, mas essenciais para que esses rios ou córregos permaneçam vivos”. Ainda segundo a pesquisadora, “há necessidade da melhoria e manutenção da qualidade da água e do sedimento, propiciando o restabelecimento da flora e fauna aquáticas, para que peixes e aves residentes e/ou visitantes possam utilizar o ecossistema hídrico do Parque Ibirapuera para alimentação, abrigo e reprodução”.

    Gabriel Florez IMG 0782 Cintia

    Apresentação da pesquisadora Cintia Badaró Pedroso

    Segundo a diretora da Divisão de Vigilância em Saúde Ambiental, Magali Antonia Batista, a análise da água das nascentes mostrou que são de qualidade, o que possibilita seu uso para irrigação e criação de peixes, mas ainda precisam de testes aprofundados para saber seu grau de potabilidade.

     

    Fotos: Gabriel Florez

     

    Informações:

    Assessoria de Comunicação

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

    (11) 5067-0069

    Instituto de Pesca

    (11) 3871-7513

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  • Trutas podem gerar descendentes mais adaptados às mudanças climáticas, sugere estudo do Instituto de Pesca

    truta Neuza 0

    Em apenas uma geração, peixe foi capaz de transmitir tolerância a temperaturas mais altas que as encontradas em seu habitat natural

    Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, demonstrou que trutas mantidas em temperaturas ligeiramente superiores às habituais durante a fase de desenvolvimento sexual foram capazes de transmitir tolerância térmica à próxima geração de peixes. A mudança, no entanto, causou prejuízos reprodutivos aos machos, levando a uma diminuição no número total de descendentes viáveis. Pela relevância e ineditismo, o estudo rendeu publicação na revista científica Scientific Reports, ligada à prestigiada Nature.

    “Esse trabalho procurou emular os efeitos do aquecimento global em trutas arco-íris, sob condições climáticas do Brasil”, explica a pesquisadora do IP Neuza Takahashi. Conforme conta, isso foi feito mantendo os peixes por 3 meses em um habitat 4ºC mais quente que o habitual, enquanto ainda eram juvenis - fase central na formação dos órgãos sexuais dos indivíduos. Após esse período, os peixes voltaram às condições normais de temperatura por mais 15 meses, até completarem sua maturação sexual. “Como a reprodução é uma das etapas essenciais para a perpetuação das espécies, testamos o efeito da elevação de temperatura sobre os parâmetros reprodutivos”, detalha Neuza.

    Os resultados encontrados chamaram a atenção - e preocuparam os cientistas. “Esse estudo demonstrou, de forma inédita, que o estresse térmico em juvenis machos de truta arco-íris causa efeitos deletérios nas células germinativas que persistem até a fase adulta”, relata Arno Butzge, pesquisador que conduziu os experimentos no IP durante seu doutorado pela Unesp-Botucatu, sob orientação de Claudio de Oliveira e Ricardo Hattori e apoio da Fapesp. Em outras palavras, a manutenção das trutas em águas mais quentes que o habitual, mesmo que por poucos meses, foi suficiente para tornar os machos adultos funcionalmente estéreis (não atingiram a maturação sexual), ou permanentemente menos férteis (redução significativa na quantidade de sêmen produzida). “Além de afetar o desenvolvimento testicular, a fecundidade, a motilidade e morfologia espermática, o desenvolvimento embrionário da progênie (os descendentes) também foi comprometido”, elucida Butzge. No caso das fêmeas, não houve mudanças significativas.

    Um banho de água...quente

    Claramente, esses primeiros achados não foram muito animadores para o futuro das trutas. Em um cenário esperado de aumento das temperaturas globais, uma menor capacidade de reprodução por parte dos machos poderia comprometer não só a atividade da truticultura, mas a própria perpetuação da espécie. Entretanto, como uma luz no fim do túnel, o trabalho do IP acabou trazendo uma descoberta inesperada - e intrigante.

    “Surpreendentemente, esses efeitos negativos puderam ser compensados por ganho de termotolerância na prole após uma única geração”, conta Butzge. Isto é, apesar de os machos “estressados” pela temperatura elevada gerarem descendentes em menor número e com maior incidência de deformidades, aqueles que nasceram saudáveis conseguiram adquirir a tolerância à água mais quente através dos pais. “A natureza favoreceu os machos sobreviventes, quando adultos reprodutores, a gerar filhotes com uma tolerância térmica ambiental maior, garantindo melhor sobrevivência e crescimento aos filhos quando submetidos às mesmas condições de estresse impostas aos pais”, anima-se Neuza.

    Conforme explicam os especialistas, num salto, os filhos se tornaram mais tolerantes ao calor, somente pela exposição do pai à água mais quente quando jovem. Isto prenuncia, segundo os autores do trabalho, a ocorrência de um fenômeno biológico que está na fronteira da Ciência - a epigenética -, na qual um estresse significativo durante a vida dos pais fica marcado na herança genética pelas gerações futuras, sem que haja alterações no DNA - ao contrário do que se vê na genética convencional.

    Um mundo em transformação

    De acordo com os pesquisadores, os peixes salmonídeos, como a truta, são típicos de águas frias, e por isso a elevação da temperatura causada pelas mudanças climáticas é uma ameaça real à continuidade das espécies (muitas já foram mesmo extintas ou estão ameaçadas). Além dos prejuízos ecológicos, os especialistas defendem que isso acarretaria uma diminuição no acesso de diversas populações humanas aos recursos pesqueiros. “Considerando o iminente aumento das temperaturas médias globais, há uma preocupação em termos de segurança alimentar, devido aos riscos sobre a produção pesqueira e a piscicultura, principalmente sobre as espécies mais susceptíveis a altas temperaturas”, adverte Butzge.

    Nesse cenário, apesar de não trazer nenhuma garantia de que o futuro das trutas esteja assegurado, a nova pesquisa fornece alguns indícios de como podemos auxiliar em sua preservação. “Este processo que estudamos, desenvolvido de forma ética, possibilita preparar linhagens de peixes com melhor tolerância às alterações de temperatura, permitindo a continuidade da espécie diante do comprometimento vital em função do aquecimento global”, aponta Neuza.

    Assim, se, por um lado, o trabalho do IP acende um sinal de alerta, por outro, traz alguma esperança. “Esses resultados têm implicações tanto para a aquicultura, uma vez que essa estratégia pode ser usada para melhorar a tolerância a altas temperaturas em um período muito mais curto, quanto do ponto de vista ecológico”, acredita Butzge. “Se os peixes com tolerância térmica adquirida encontram condições de se reproduzir e gerar descendentes viáveis, este processo pode ser extremamente benéfico para aprimorar sua capacidade adaptativa e suportar as mudanças climáticas globais”, conclui o especialista.

    Foto: Neuza Sumico

    Informações:

    Assessoria de Comunicação

    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

    (11) 5067-0069

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  • Bolsistas dos Institutos de Pesquisas da APTA apresentarão resultados de projetos no 15° Congresso Interinstitucional de Iniciação Científica

    Banner CIIC2021a

    O PIBIC e PIBITI estão centrados na iniciação científica e tecnológica de novos talentos em todas as áreas do conhecimento agropecuário

    Estudantes de graduação que desenvolvem projetos de iniciação científica nos Institutos de Pesquisa, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, estarão no 15º Congresso Interinstitucional de Iniciação Científica – CIIC 2021, apresentando os trabalhos em pôsteres e oralmente. O evento online, que ocorrerá em 1 e 2 de setembro de 2021, está sob a coordenação do Instituto de Zootecnia (IZ/APTA) neste ano.

    O objetivo principal do congresso é apresentar os resultados dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica (PIBIC) e Inovação Tecnológica (PIBITI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculados às instituições participantes.

    O CIIC será realizado pela segunda vez no formato on-line com a participação dos Institutos da APTA – Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto de Zootecnia (IZ), além das unidades da Embrapa Informática Agropecuária, Meio Ambiente e Territorial.

    Serão apresentados os trabalhos de 181 bolsistas, entre PIBIC e PIBIT, sendo 122 pôsteres e 44 apresentações orais. No PIBITI serão 14 trabalhos. Do IZ participam 11, do IAC 50, do Ital 25, do IB 38 e do IP 11. Já as três unidades da Embrapa somam 43.

    Os trabalhos, que podem ser conferidos no site do evento, apresentam os resultados das atividades de iniciação à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, no período em que estiveram sob a orientação dos pesquisadores das instituições envolvidas no evento.

    Para a pesquisadora do IZ, Maria Eugênia Zerlotti Mercadante, presidente do Comitê de Iniciação Científica do Instituto e Presidente da Comissão Organizadora do CIIC 2021, “o contato com as áreas de pesquisa científica e tecnológica estimulam o envolvimento dos estudantes de graduação nos projetos de pesquisa, contribuindo para o preparo profissional”.

    O Congresso também tem o apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e do Instituto Gilson Volpato de Educação Científica (IGVEC).

     

    Apresentação oral e pôsteres

    As apresentações orais são abertas ao público, com transmissão por meio do canal de Youtube da Fundepag - https://bit.ly/15CIIC2021online

    Os pôsteres estarão disponíveis para os interessados no site oficial do evento, onde também é possível conferir toda a programação do congresso. Os trabalhos serão analisados por comissões avaliadoras de cada instituição e os melhores, anunciados no site. Acompanhe a programação e outras informações do evento em https://bit.ly/15CIIC2021

     

    Serviço

    15º Congresso Interinstitucional de Iniciação Científica - CIIC 2021

    Data: 01 e 02 de setembro

    Apresentações on-line: https://bit.ly/15CIIC2021online

    Programação:  https://bit.ly/15CIIC2021

     

    Informações
    Assessoria de Comunicação
    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
    (11) 5067-0069
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  • Instituto de Pesca lança pôsteres para divulgar números da atividade pesqueira em São Paulo

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    Órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Instituto de Pesca (IP-APTA) disponibilizou pôsteres com infográficos que descrevem a atividade pesqueira paulista por ano e trimestre. Produzido pela Unidade Laboratorial de Referência em Controle Estatístico da Produção Pesqueira Marinha do IP (ULRCEPPM), o material pode ser acessado através do website www.propesq.pesca.sp.gov.br, no item de menu “A pesca em São Paulo”. Podem ser encontrados tanto pôsteres com a síntese do Estado quanto com informações por município.

    Os dados são coletados pelo Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha e Estuarina, executado nos 15 municípios litorâneos de São Paulo de forma participativa. Anualmente são realizadas cerca de 70 mil entrevistas com pescadores e mestres de embarcações que, voluntariamente, repassam informações sobre suas atividades. Em conjunto, essas informações permitem mostrar a importância do setor pesqueiro para a geração de emprego, renda e alimento de qualidade. A análise destas informações também dá subsídios para que diferentes esferas de governo elaborem políticas públicas para o desenvolvimento da pesca sustentável.

    A divulgação dos pôsteres é uma devolutiva do trabalho executado ao setor pesqueiro, que colabora com o Programa, e à sociedade em geral. Além dos pôsteres, as informações pesqueiras podem ser consultadas no item Banco de Dados.

    Outras informações sobre a pesca marinha paulista podem ser obtidas na Série Informes Pesqueiros de São Paulo e nos Relatórios Técnicos, elaborados em atendimento às condicionantes determinadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no processo de licenciamento ambiental federal para a exploração e produção de petróleo na Bacia de Santos.

    Informações
    Assessoria de Comunicação
    Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
    (11) 5067-0069
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Agenda

Evento externo: 18a Semana do Pescado

 

Data: 01 a 15 de setembro de 2021

Breve Resumo:

Iniciada no dia primeiro e se estendendo até o dia 15 de setembro de 2021, a 18ª edição da Semana do Pescado nasceu de uma iniciativa do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura, com o objetivo principal de democratizar o consumo do pescado permanente – e não apenas em datas comemorativas –, seja nos lares da sociedade ou nos estabelecimentos comerciais.

Com o sucesso da primeira edição, o setor privado se envolveu no evento e decidiu por mantê-lo anualmente. Este ano o evento conta com promoções em todos os estados brasileiros e o Distrito Federal; e uma agenda de trabalhos que consiste em: envolver todos os setores ligados à cadeia produtiva pesqueira e aquícola; renovar a marca da campanha; movimentar as redes sociais oficiais da Semana do Pescado; promover reuniões e encontros; entre outras ações.

Ciente da importância do evento para a divulgação dos agentes da cadeia do pescado e o aumento na comercialização de produtos e serviços, o Instituto de Pesca apoia a Semana do Pescado.

Destinatários: consumidores(as) do pescado e profisisonais da área.

Apoio: Instituto de Pesca 

Saiba mais informações em: https://www.semanadopescado.com.br/ 

Curso presencial: Teórico-prático de Controle da Qualidade do Pescado

 Data: Evento adiado em virtude da Covid-19

Horário: 8h às 17h

Realização: Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho - Instituto de Pesca

Breve Resumo: O curso enfoca a qualidade do pescado como fator determinante nas características do produto final. São discutidos conceitos e fatores de qualidade do pescado, dando-se ênfase aos parâmetros de avaliação. São realizadas as análises mais importantes voltadas à qualidade do pescado para o consumo, bem como, a leitura e a interpretação dos resultados destas análises.

Local: Departamento de Agroindústria de Alimentos, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

Destinatários: Profissionais dos setores de controle de qualidade, pesquisa, desenvolvimento de pescado e seus derivados, professores e estudantes da área.

Apoio: CECOM, Lex Experts Food Business Solutions, Christeyns Brasil e FUNDEPAG.

Coordenação: Pesquisadora Érika Fabiane Furlan (Instituto de Pesca)

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 1.200,00 - Profissionais; R$ 600,00 – Estudantes e servidores público.

Inscrições: Clique aqui

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (13) 3261-2653 (Érika Furlan - Coordenadora)

Endereço: Av. Pádua Dias, 11 - Cx. Postal 9 - Piracicaba - SP CEP 13418-900

Equipe técnica: Dra. Erika Fabiane Furlan (coord. IP), MSc.Sarah de Oliveira (Lex Experts), Dra. Juliana Antunes Galvão (ESALQ/USP) e Carla Lima Gomes (Christeyns Brasil), Dra. Renata Miranda de Carvalho (MAPA).

Programa previsto:

Dia 04/03/2021
8h – Inscrição e entrega de material
8:30h – Abertura: Apresentação da equipe técnica do curso e programa
9h – Qualidade do pescado: fatores intrínsecos e extrínsecos ao pescado
10h – Coffee break
10:20h – Boas práticas e regulação voltada a qualidade do pescado
11:20h – Parasitas em Pescado: legislação e técnicas de pesquisa
12:30h – Almoço livre
14:00h – Principais métodos analíticos para aferição da qualidade do pescado
15:00h – Aulas práticas: principais métodos físico-químicos para aferição da qualidade do
pescado e pesquisa de parasitas
16:40h - Coffee break
17:00h – Roda de conversa
19h – Jantar por adesão


Dia 05/03/2021
8h – A análise de histamina no dia a dia da indústria
9h - Riscos microbiológicos na cadeia produtiva do pescado
10h - Coffee break
10:20h – Inovação tecnológica no controle microbiológico do pescado
11:20h – Rastreabilidade na cadeia produtiva do pescado: ferramenta a serviço da qualidade
12:30h – Almoço livre
14:00h – Aula prática: métodos de coleta de amostras e detecção dos
principais agentes patogênicos
16:30h – Café com prosa
17:00h - Encerramento

Curso a Distância: Criação de Camarões de Água Doce – Módulo Básico

Data: fluxo contínuo

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura/UPD Pirassununga /Instituto de Pesca/APTA/SAA

Breve Resumo: o curso on-line inclui uma apostila em arquivo PDF (download diretamente do site da FUNDAG, após confirmação do pagamento), a qual deverá ser estudada pelo aluno de forma autônoma, para que, posteriormente, faça uma avaliação a distância, como aferição do aproveitamento, e posterior emissão do Certificado. O aluno terá a oportunidade de sanar dúvidas por meio de visita previamente agendada à UPD de Pirassununga.

Modalidade: híbrida (on-line e presencial), com visita à UPD de Pirassununga (mediante agendamento prévio e interesse)

Destinatários: produtores rurais, técnicos da área de aquicultura, estudantes e investidores em geral.

Coordenação: Marcello Villar Boock e Helcio Luis de Almeida Marques (Instituto de Pesca)

Apoio: Fundag

Número de Vagas: ilimitado

Investimento: R$ 100,00

Inscrições: https://cursosfundag.com.br/cursos/criacao-de-camaroes-de-agua-doce/ 

Informações: (19) 3739-8035

Endereço: Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Pirassununga (UPD de Pirassununga), Av. Virgilio Baggio, 85 - Cachoeira de Emas - Pirassununga (SP)

Programação: Fatores limitantes ao cultivo (clima, água, solo, logística). Características e construção de viveiros. Preparo dos viveiros (limpeza do lodo, calagem, adubação). Povoamento (sistemas monofásico e bifásico), predadores, manejos alimentar e hídrico, biometrias. Despescas seletiva e total. Comercialização. Viabilidade econômica do cultivo. Técnicas de processamento e marketing.

 

Serão investidos até R$ 120 milhões para a qualificação de pesquisadores e melhoria da infraestrutura para atividades de pesquisa. Anúncio será feito dia 25 de maio, no Palácio dos Bandeirantes.


São Paulo/SP

A Fapesp investirá até R$ 120 milhões para aumentar a capacidade de pesquisa em 20 institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo. O investimento será anunciado em 25 de maio, no Palácio dos Bandeirantes, com o lançamento de edital para seleção de Planos de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa (Pdips), a serem elaborados e apresentados à Fundação pelos institutos.

As propostas deverão ser apresentadas pelo diretor do Instituto de Pesquisa com aprovação formal por seu colegiado superior, devendo ser apresentada uma proposta por instituto. Cada proposta poderá solicitar até R$ 20 milhões.

Os recursos financiados pela Fapesp destinam-se exclusivamente a apoiar atividades de pesquisa nas modalidades de Infraestrutura Institucional para Pesquisa, Bolsas no País e no Exterior, Auxílios à Pesquisa Jovens Pesquisadores, e Auxílios Pesquisador Visitante.

O documento central em cada proposta será um Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa, traçando a estratégia da unidade quanto à sua capacidade de pesquisa, incluindo-se atenção à qualificação do seu quadro de pesquisadores e à infraestrutura de apoio às atividades de pesquisa.

O Plano de Desenvolvimento deve definir e focalizar as áreas estratégicas de atuação do Instituto de Pesquisa, de forma a que estejam alinhadas com a missão institucional, com as políticas públicas do Estado de São Paulo e com os programas estratégicos da Secretaria de Estado a que o Instituto é vinculado.

As propostas podem ser apresentadas até 31 de julho de 2017 e a divulgação dos resultados está prevista para 30 de outubro. As propostas serão apoiadas por até 36 meses.

Das 20 instituições credenciadas no edital, sete são ligadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento: institutos Agronômico (IAC), Biológico (IB), de Pesca (IP), de Economia Agrícola (IEA), de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Zootecnia (IZ) e Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Outras sete são ligadas à Secretaria da Saúde: Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), e os institutos Butantan, Pasteur, de Saúde, Dante Pazzanese de Cardiologia, Lauro de Souza Lima (ILSL) e Adolfo Lutz (IAL).

Também estão incluídos no edital os institutos de Botânica, Florestal e Geológico, vinculados à Secretaria do Meio Ambiente; os institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), ligados à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sdecti); e o Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC), ligado à Secretaria de Planejamento e Gestão.

A seleção dos Pdpis será feita com base em pareceres de assessores especializados nas áreas de atuação das entidades listadas no edital ou com experiência na direção de institutos de pesquisa orientados à missão.

SERVIÇO
Evento: Lançamento de Edital de Apoio à Modernização dos Institutos Estaduais de Pesquisa do Estado de São Paulo
Data e horário: 25 de maio de 2017, às 15h
Local: Palácio dos Bandeirantes, Salão dos Pratos, avenida Morumbi, 4500, São Paulo
 

Fonte: Página Rural, Maio/2017 (http://www.paginarural.com.br)
Para acessar a notícia clique aqui

IP Na Mídia

Revitalização na nascente do Córrego do Sapateiro é inaugurada no aniversário da Vila Mariana

A nascente do rio que abastece os lagos do Ibirapuera foi repaginada e já recebeu visita da população e de figuras do governo local.

Na última sexta-feira, 03 de setembro, o pequeno beco onde fica a nascente do Córrego do Sapateiro recebeu a inauguração de uma revitalização em comemoração ao aniversário de 126 anos do bairro Vila Mariana. O evento contou com música ao vivo e discursos de representantes de diversos órgãos da prefeitura e de associações e projetos da sociedade civil. Moradores da região vieram prestigiar e, em alguns casos, conhecer a nascente pela primeira vez.

Às 15 horas da sexta-feira ensolarada, moradores, curiosos e pessoas envolvidas com o projeto se reuniram em torno do pequeno portão verde recém pintado na Rua Lutfalla Salim Achoa. Enquanto chegavam, uma dupla de músicos tocava chorinho na flauta transversal e no violão. No discurso de inauguração a munícipe, conselheira participativa, Presidente da Associação de Moradores da Vila Mariana e jornalista Denise Delfim, relatou o apoio que recebeu por parte da Subprefeitura Vila Mariana e a importância de um projeto que volte os olhos para as águas da cidade.

O evento também contou com a presença do Subprefeito da Região, Luís Felipe Myabara, e representantes do Instituto de Pesca e do Instituto Biológico. Em discurso, o subprefeito afirmou: “Estamos muito felizes em ter contribuído com esse projeto. Antes era um local abandonado, hoje trata-se de um espaço que não só chama a população para pensar mais sobre os rios como para cuidar de seu entorno”.

Após duas crianças tirarem a fita que isolava o local, o grupo deu a volta para visitar a entrada da Rua Rino Pieralini. Na parede ao lado, um estudante de Arquitetura, Gabriel Neistein grafitou um mapa das águas subterrâneas da Vila Mariana, destacando inclusive o local da nascente do Córrego do Sapateiro. O rio, que abastece os lagos do Parque Ibirapuera, é um dos diversos córregos subterrâneos de São Paulo.

O local ganhou jardins verticais feitos a partir de vasos acoplados em treliças e placas de madeira, mudas de árvores plantadas em barris de metal grafitados e um novo piso feito com paralelepípedos intertravados. Esse tipo de paralelepido conta com pequenos relevos nas laterais, os quais impedem que os tijolos se encostam totalmente, o vão então é preenchido com areia, mais permeável que terra. Isso é importante para a vazão da água tanto de dentro do solo para para a superfície, quanto o contrário em caso de chuva intensa.

Aniversário da Vila Mariana

No dia 03 de setembro de 1895, o Governador da época, Bernadino de Campos sancionou a Lei Estadual 340 que reconhecia a Vila Mariana como um distrito. No entanto, a história do bairro começou muito antes. Entre 1883 e 1886 houve a construção de uma ferrovia que ligava São Paulo a Santo Amaro, na época um distrito independente. No ano seguinte ao término da construção foi inaugurado o Matadouro Municipal (local para o abate de animais para consumo). Com isso, casas e comércios foram surgindo, e aos poucos o bairro nascia.

Hoje, o antigo matadouro abriga a Cinemateca Brasileira. A Vila Mariana é um dos três distritos que compõem a Subprefeitura de mesmo nome. É um local de alto padrão de vida que comporta mais de 130.400 habitantes.

 

Fonte: Subprefeitura Vila Mariana, Cidade de São Paulo, 08 Setembro 2021 (https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/vila_mariana/noticias/index.php?p=112909)

Trutas podem gerar descendentes mais adaptados às mudanças climáticas

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, demonstrou que trutas mantidas em temperaturas ligeiramente superiores às habituais durante a fase de desenvolvimento sexual foram capazes de transmitir tolerância térmica à próxima geração de peixes. A mudança, no entanto, causou prejuízos reprodutivos aos machos, levando a uma diminuição no número total de descendentes viáveis. Pela relevância e ineditismo, o estudo rendeu publicação na revista científica Scientific Reports, ligada à prestigiada Nature.

“Esse trabalho procurou emular os efeitos do aquecimento global em trutas arco-íris, sob condições climáticas do Brasil”, explica a pesquisadora do IP Neuza Takahashi. Conforme revela, isso foi feito mantendo os peixes por 3 meses em um habitat 4ºC mais quente que o habitual, enquanto ainda eram juvenis – fase central na formação dos órgãos sexuais dos indivíduos. Após esse período, os peixes voltaram às condições normais de temperatura por mais 15 meses, até completarem sua maturação sexual. “Como a reprodução é uma das etapas essenciais para a perpetuação das espécies, testamos o efeito da elevação de temperatura sobre os parâmetros reprodutivos”, detalha Neuza.

Os resultados encontrados chamaram a atenção – e preocuparam os cientistas. “Esse estudo demonstrou, de forma inédita, que o estresse térmico em juvenis machos de truta arco-íris causa efeitos deletérios nas células germinativas que persistem até a fase adulta”, relata Arno Butzge, pesquisador que conduziu os experimentos no IP durante seu doutorado pela Unesp-Botucatu, sob orientação de Claudio de Oliveira e Ricardo Hattori e apoio da Fapesp.

Em outras palavras, a manutenção das trutas em águas mais quentes que o habitual, mesmo que por poucos meses, foi suficiente para tornar os machos adultos funcionalmente estéreis (não atingiram a maturação sexual), ou permanentemente menos férteis (redução significativa na quantidade de sêmen produzida). “Além de afetar o desenvolvimento testicular, a fecundidade, a motilidade e morfologia espermática, o desenvolvimento embrionário da progênie (os descendentes) também foi comprometido”, elucida Butzge. No caso das fêmeas, não houve mudanças significativas.

Claramente, esses primeiros achados não foram muito animadores para o futuro das trutas. Em um cenário esperado de aumento das temperaturas globais, uma menor capacidade de reprodução por parte dos machos poderia comprometer não só a atividade da truticultura, mas a própria perpetuação da espécie. Entretanto, como uma luz no fim do túnel, o trabalho do IP acabou trazendo uma descoberta inesperada – e intrigante.

“Surpreendentemente, esses efeitos negativos puderam ser compensados por ganho de termotolerância na prole após uma única geração”, conta Butzge. Isto é, apesar de os machos “estressados” pela temperatura elevada gerarem descendentes em menor número e com maior incidência de deformidades, aqueles que nasceram saudáveis conseguiram adquirir a tolerância à água mais quente através dos pais. “A natureza favoreceu os machos sobreviventes, quando adultos reprodutores, a gerar filhotes com uma tolerância térmica ambiental maior, garantindo melhor sobrevivência e crescimento aos filhos quando submetidos às mesmas condições de estresse impostas aos pais”, anima-se Neuza.

Conforme explicam os especialistas, num salto, os filhos se tornaram mais tolerantes ao calor, somente pela exposição do pai à água mais quente quando jovem. Isto prenuncia, segundo os autores do trabalho, a ocorrência de um fenômeno biológico que está na fronteira da Ciência – a epigenética -, na qual um estresse significativo durante a vida dos pais fica marcado na herança genética pelas gerações futuras, sem que haja alterações no DNA – ao contrário do que se vê na genética convencional.

Salmonídeos

De acordo com os pesquisadores, os peixes salmonídeos, como a truta, são típicos de águas frias, e por isso a elevação da temperatura causada pelas mudanças climáticas é uma ameaça real à continuidade das espécies (muitas já foram mesmo extintas ou estão ameaçadas). Além dos prejuízos ecológicos, os especialistas defendem que isso acarretaria uma diminuição no acesso de diversas populações humanas aos recursos pesqueiros. “Considerando o iminente aumento das temperaturas médias globais, há uma preocupação em termos de segurança alimentar, devido aos riscos sobre a produção pesqueira e a piscicultura, principalmente sobre as espécies mais susceptíveis a altas temperaturas”, adverte Butzge.

Nesse cenário, apesar de não trazer nenhuma garantia de que o futuro das trutas esteja assegurado, a nova pesquisa fornece alguns indícios de como podemos auxiliar em sua preservação. “Este processo que estudamos, desenvolvido de forma ética, possibilita preparar linhagens de peixes com melhor tolerância às alterações de temperatura, permitindo a continuidade da espécie diante do comprometimento vital em função do aquecimento global”, aponta Neuza.

Assim, se, por um lado, o trabalho do IP acende um sinal de alerta, por outro, traz alguma esperança. “Esses resultados têm implicações tanto para a aquicultura, uma vez que essa estratégia pode ser usada para melhorar a tolerância a altas temperaturas em um período muito mais curto, quanto do ponto de vista ecológico”, acredita Butzge. “Se os peixes com tolerância térmica adquirida encontram condições de se reproduzir e gerar descendentes viáveis, este processo pode ser extremamente benéfico para aprimorar sua capacidade adaptativa e suportar as mudanças climáticas globais”, conclui o especialista.

 

Fonte: Istoé, 03 Setembro 2021 (https://istoe.com.br/trutas-podem-gerar-descendentes-mais-adaptados-as-mudancas-climaticas/)

Clima pode afetar reprodução de trutas, mas criar descendentes mais resistes à temperatura elevada

Trabalho desenvolvido pelo Instituto de Pesca de São Paulo indicou possíveis riscos das mudanças climáticas sobre a criação da espécie

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, demonstrou que trutas mantidas em temperaturas ligeiramente superiores às habituais durante a fase de desenvolvimento sexual foram capazes de transmitir tolerância térmica à próxima geração de peixes. A mudança, no entanto, causou prejuízos reprodutivos aos machos, levando a uma diminuição no número total de descendentes viáveis.

Como a truta é um peixe típico de águas mais frias, a elevação das temperaturas é um risco (Foto: Wikimedia Commons)

Pela relevância e ineditismo, o estudo rendeu publicação na revista científica Scientific Reports, ligada à prestigiada Nature. "Esse trabalho procurou emular os efeitos do aquecimento global em trutas arco-íris, sob condições climáticas do Brasil", explica a pesquisadora do IP Neuza Takahashi.

Conforme revela, isso foi feito mantendo os peixes por 3 meses em um habitat 4ºC mais quente que o habitual, enquanto ainda eram juvenis - fase central na formação dos órgãos sexuais dos indivíduos. Após esse período, os peixes voltaram às condições normais de temperatura por mais 15 meses, até completarem sua maturação sexual. "Como a reprodução é uma das etapas essenciais para a perpetuação das espécies, testamos o efeito da elevação de temperatura sobre os parâmetros reprodutivos", detalha Neuza.

Os resultados encontrados chamaram a atenção - e preocuparam os cientistas. "Esse estudo demonstrou, de forma inédita, que o estresse térmico em juvenis machos de truta arco-íris causa efeitos deletérios nas células germinativas que persistem até a fase adulta", relata Arno Butzge, pesquisador que conduziu os experimentos no IP durante seu doutorado pela Unesp-Botucatu, sob orientação de Claudio de Oliveira e Ricardo Hattori e apoio da Fapesp.

Em outras palavras, a manutenção das trutas em águas mais quentes que o habitual, mesmo que por poucos meses, foi suficiente para tornar os machos adultos funcionalmente estéreis (não atingiram a maturação sexual), ou permanentemente menos férteis (redução significativa na quantidade de sêmen produzida). "Além de afetar o desenvolvimento testicular, a fecundidade, a motilidade e morfologia espermática, o desenvolvimento embrionário da progênie (os descendentes) também foi comprometido", elucida Butzge.

No caso das fêmeas, não houve mudanças significativas. Claramente, esses primeiros achados não foram muito animadores para o futuro das trutas. Em um cenário esperado de aumento das temperaturas globais, uma menor capacidade de reprodução por parte dos machos poderia comprometer não só a atividade da truticultura, mas a própria perpetuação da espécie.

Entretanto, como uma luz no fim do túnel, o trabalho do IP acabou trazendo uma descoberta inesperada - e intrigante. "Surpreendentemente, esses efeitos negativos puderam ser compensados por ganho de termotolerância na prole após uma única geração", conta Butzge.

Isto é, apesar de os machos "estressados" pela temperatura elevada gerarem descendentes em menor número e com maior incidência de deformidades, aqueles que nasceram saudáveis conseguiram adquirir a tolerância à água mais quente através dos pais. "A natureza favoreceu os machos sobreviventes, quando adultos reprodutores, a gerar filhotes com uma tolerância térmica ambiental maior, garantindo melhor sobrevivência e crescimento aos filhos quando submetidos às mesmas condições de estresse impostas aos pais", anima-se Neuza.

Conforme explicam os especialistas, num salto, os filhos se tornaram mais tolerantes ao calor, somente pela exposição do pai à água mais quente quando jovem. Isto prenuncia, segundo os autores do trabalho, a ocorrência de um fenômeno biológico que está na fronteira da Ciência - a epigenética -, na qual um estresse significativo durante a vida dos pais fica marcado na herança genética pelas gerações futuras, sem que haja alterações no DNA - ao contrário do que se vê na genética convencional.

Salmonídeos
De acordo com os pesquisadores, os peixes salmonídeos, como a truta, são típicos de águas frias, e por isso a elevação da temperatura causada pelas mudanças climáticas é uma ameaça real à continuidade das espécies (muitas já foram mesmo extintas ou estão ameaçadas). Além dos prejuízos ecológicos, os especialistas defendem que isso acarretaria uma diminuição no acesso de diversas populações humanas aos recursos pesqueiros.

"Considerando o iminente aumento das temperaturas médias globais, há uma preocupação em termos de segurança alimentar, devido aos riscos sobre a produção pesqueira e a piscicultura, principalmente sobre as espécies mais susceptíveis a altas temperaturas", adverte Butzge.

Nesse cenário, apesar de não trazer nenhuma garantia de que o futuro das trutas esteja assegurado, a nova pesquisa fornece alguns indícios de como podemos auxiliar em sua preservação. "Este processo que estudamos, desenvolvido de forma ética, possibilita preparar linhagens de peixes com melhor tolerância às alterações de temperatura, permitindo a continuidade da espécie diante do comprometimento vital em função do aquecimento global", aponta Neuza.

Assim, se, por um lado, o trabalho do IP acende um sinal de alerta, por outro, traz alguma esperança. "Esses resultados têm implicações tanto para a aquicultura, uma vez que essa estratégia pode ser usada para melhorar a tolerância a altas temperaturas em um período muito mais curto, quanto do ponto de vista ecológico", acredita Butzge.

"Se os peixes com tolerância térmica adquirida encontram condições de se reproduzir e gerar descendentes viáveis, este processo pode ser extremamente benéfico para aprimorar sua capacidade adaptativa e suportar as mudanças climáticas globais", conclui o especialista.

 

Fonte: Globo Rural, Globo, 06 Setembro 2021 (https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Peixe/noticia/2021/09/clima-pode-afetar-reproducao-de-trutas-mas-criar-descendentes-mais-resistes-temperatura-elevada.html)

 

 

 

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